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Conhecendo Melhor as Roseiras




As pétalas de uma rosa podem ter a textura sedosa, áspera ou rugosa. Seus estames com pólen são visíveis, e as flores são compostas de uma porção feminina e outra masculina - portanto, as rosas são hermafroditas. Seus frutos são muito vistosos e, em alguns casos, podem ter sementes. Além da própria rosa, a família rosacea também conta com frutos como maçã, pera, nêspera e outros.
Suas ramificações mais rígidas ou flexíveis, varia de acordo com cada variedade, podem ter alterações no seu desenvolvimento, dependendo do tipo de solo e dos nutrientes. Os espinhos são triangulares, curvos ou pontiagudos, e funcionam como protetores da planta contra animais agressores.
O colo onde se realiza o enxerto, é a porção do enraizamento que emerge à superfície, considerada a transição entre as partes subterrânea e aérea. A subterrânea é chamada cavalo, geralmente escolhida pela sua resistência e pela qualidade. As gemas de ramificação, que ocorrem nos caules, possibilitam o surgimento de uma nova flor. Já as raízes são responsáveis pela absorção de todos os nutrientes, além de fixar a planta no solo.
O nutriente mais encontrado nessa porção é o fosforo e, quanto maior o enraizamento, maior poder nutritivo da roseira.
A forma das pétalas de rosa, espiralada, pode ser simples, piramidal, dobrada, circular, fechada e semidobrada. As matizes de cores variam da amarela, laranja, vermelha, branca, mista e cor-de-rosa. Muitas são coloridas, com bordas claras e centros mais escuros, ou mescladas. Algumas mudam de cor após abertas. Na base se localizam-se as glândulas odoríferas, as quais também podem ser encontradas as pétalas.






Os híbridos naturais não têm sementes, e a hibridação mais adequada é a manual ou enxertia. No caso da rosa-silvestre ela brota de galho, mas as híbridas, não. Então o método mais indicado é a enxertia, e para isso é necessário descobrir o melhor cavalo para a melhor espécie. No Brasil, há cinco cavalos considerados os melhores: dois são destinados para o corte, enquanto os outros são para cor e jardim. O cultivar (híbrido) de indica, que cresce bem em qualquer clima, é bastante apropriado para o paisagismo. Para a produção de flores, o cavalo é diferente daquele destinados às mudas. Antigamente havia uma época restrita para se fazer a enxertia, mas com cultivares como o multiflora (cruzado com indica), que se dá bem em todos os climas, aceita-se enxertia o ano todo.
Geralmente uma rosa entra em dormência entre 4ºC e 6ºC, mas com o clima de São Paulo isso não acontece. No Brasil, especificamente no Ceará, a rosa pode ocorrer durante o ano todo, devido à exposição a 12 horas diárias de sol.
A produção cearense é responsável pelo abastecimento de São Paulo, e até mesmo da Europa. No entanto, mesmo que as brasileiras sejam muito difundidas e valorizadas, as melhores rosas vêm do Equador. Lá, há uma altitude variável de 3.600 mts. e 3.800 mts., com 12 horas de sol e temperatura anual de 15ºC a 22ºC - características que possibilitam uma coloração mais intensa às flores e maior controle de pragas, além de facilitar o surgimento de uma flor mais compacta.
Atualmente os produtores focam na exportação e, por isso, preferem regiões com melhores condições de cultivo. Quando chove muito a produção fica prejudicada.





Circulo do Verde

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